Homem, 1973 - Sérgio Pombo
"Não-rostos que se entrecruzam, diálogos fluídos e complementares que se desenvolvem entre as múltiplas esculturas, quando estas aparecem viradas de costas umas para as outras, deixando transparecer uma cumplicidade que se sente, transborda e ultrapassa os “quadros” e paisagens onde elas habitam.
Ao nos transportarem para a sua dimensão (de absurdo?), estas esculturas convidam-nos a viajar pelas suas linhas, pelos vocábulos (re)inventados a partir do fragmento.
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Este projecto nasce da reedição de uma escultura que Sérgio Pombo criou nos anos 70, encerrando agora (como ele mesmo afirma) “um ciclo de preocupações, ideias e sentimentos” que sempre percorreram a sua obra.
Há uma série de conceitos, arquétipos e cargas emotivas que continuam a estar presentes na sua obra actual, como a recorrência à desconstrução, ao fragmento da realidade, ao desmembramento do corpo nas linhas que o contornam e lhe dão forma, para a partir deste processo (procura da origem) construir a sua própria realidade - a da representação do objecto.
Na criação dessa realidade a Memória desempenha um papel fundamental, e é por ela que o artista imprime na concepção das suas obras a sua identidade, dotando-as de uma dimensão que transcende a matéria que as torna palpáveis, tornando-as autónomas e independentes.
Isoladas ou em grupo, representam uma era da cibercultura onde oscilamos entre a solidão (Liberdade) necessária e saudável e a solidão imposta pelas multidões." Célia Nunes Pereira - Conservadora do Museu Arqueológico do Carmo
Ségio Pombo
Homem
Resina e metal
1973