8 de Maio de 2026
10h15 - 18h00
Museu Arqueológico do Carmo
O estudo do povoamento rural, desde a Idade do Ferro até à Época Contemporânea, revela dinâmicas complexas de ocupação do território e adaptação às condições ambientais e socioeconómicas. Os habitats, os complexos agrícolas e os pequenos aglomerados constituíram núcleos fundamentais na organização do espaço, refletindo não apenas estratégias de subsistência, mas também formas de sociabilidade e identidade comunitária.
A arquitetura doméstica desempenha um papel central neste processo, evidenciando soluções construtivas vernáculas que respondem a necessidades funcionais e simbólicas. Casas, anexos e espaços produtivos revelam práticas quotidianas, modos de vida e hierarquias internas, permitindo compreender a evolução das técnicas e materiais ao longo dos séculos.
Para o atual conhecimento destes territórios, a reconversão energética em curso, através da descarbonização e descentralização da produção - vista como essencial para a nossa sobrevivência e para o atual modelo socioeconómico -, o desenvolvimento da agricultura intensiva e superintensiva e da silvicultura de produção de modelo industrial provocam impactes significativos no património arqueológico, e têm levado, em alguns casos à intensificação dos trabalhos de registo arqueológico, de salvamento ou integrados em ações preventivas e de minimização, ampliando, por essa via o conhecimento das diacronias destes territórios.
Pretende-se com este Colóquio contribuir para dar um novo olhar e relevo ao papel central das culturas rurais na formação das paisagens históricas e das principais ameaças que estes vestígios têm a pairar devido às mais recentes alterações estruturais na ocupação destes territórios, vistos hoje, como periféricos das cidades.
Este Colóquio encontra-se dividido em duas partes:
I – Estudos/Investigação
II – Salvaguarda do Património Arqueológico
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Cartaz e programa aqui.